Esses dias, em um post polêmico, eu disse que eram a mesma coisa e eu vou explicar meu ponto de vista em relação a isso. A verdade é que sempre houve um separatismo agressivo por parte dos descoladões, que admitem ter um conhecimento avançado na medida em que “passam de nível” no rolê. Na grande verdade mesmo, a desunião e o separatismo são características enraizadas na música eletrônica aqui no Brasil. Separatismo no estilo do som e no tipo de festa. Isso tudo é o que gera má informação e faz da coisa um reduto de viajandões que não tão muito aí pra essência da parada. Resumindo, quem tá há muito mais tempo na “cena” prefere privatizar a orientar os recém-chegados. O resultado disso é muita música ruim e muito lixo no chão!

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Quando eu falo que Raves e Festivais se diluem eu me refiro ao grande movimento cultural que teve seu inicio na Inglaterra, passando por Goa e que mudou o planeta terra pra sempre a partir do final dos anos 80. Sim amigos, podem bater o pé, mas é real, e estamos falando de um fato que alterou comportamentos humanos a nível global. As Raves, queiram seus pais ou não, queira a Globo ou não, mudaram pra sempre o estilo de vida de milhões de jovens ao redor do mundo, o que fundamentou uma cultura gigantesca riquíssima da nossa existência. Cultura essa que transmuta a música, o mercado fonográfico, atitude, moda, comércio e ideais dos seres. Isso mesmo, uso palavras de grandiosidade, palavras que dão ênfase ao quão importante é o fato.

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Boom Festival 2008 – Foto por Marcel Maazi

É história! Faz parte dela! Outras gerações herdarão nossas experiências e ensinamentos e o que deixaremos pra elas? Desinformação? Quando eu digo que Raves e Festivais se diluem eu falo disso, do que originou tudo isso. Não falo de técnica de produção, de duração ou de atrativos de um evento. Muito menos da concepção que teremos ao participar de um ou de outro. Eu falo de história! Festas grandiosas como Boom Festival, Ozora, Universo Paralello e todas as outras são subprodutos desse abalo sísmico e rítmico que o mundo sofreu (eita sofrimento bom! hehe) e que tem nome: Festas Rave. Como podemos descartar, deturpar e separar como joio o fator gerador e causa dessa bagaça? As pessoas tem uma visão superficial sobre o tema e acabam por banalizar toda a beleza e intensidade desse que se tornou um estilo de vida pra muitos (lembrem-se, estamos falando de cultura e comportamento e não de espiritualidade, transcendência e religião).

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Na minha concepção, eu frequento Raves de curta duração e Festivais com vários dias de Rave! Com todas as peculiaridades e atrativos que cada evento me oferece, desde que a música seja boa!

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Fonte: https://trance.com.br/blog/filosofia/rave-ou-festival

Category: Festival, Música, Rave

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